Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta sonho

dorme.

Imagem
"Está fresco, mas não demasiado. Ouço os grilos, mas não incomodam. Tudo na medida certa..." A noite já vai escura, hoje mais escura que as habituais noites de Verão Hoje as nuvens subiram ao trono e reinam (quase) implacáveis. Não é uma noite sorridente, daquelas que passamos sentados na rua à conversa com os amigos. Mas também não é uma noite tiritante, daquelas em que só estamos bem fechados, debaixo de cobertores bem quentes. Nem é uma noite comilona, daquelas em que o jantar de família (de preferência, com a família mesmo toda) se prolonga horas e horas e é seguido de um café no varandim e gargalhadas sonantes. É mais uma daquelas noites só minhas: o pano de fundo é o puff preto e a noite escura, os efeitos sonoros são harmoniosamente elaborados por cães e grilos que têm como convidado especial o longínquo ronronar do comboio e a personagem principal? Descalça, sempre descalça. Um dia, alguém me disse que quem escreve tem sempre uma história para contar e q...

nostalgia do fim

Imagem
Sabes o que me vai fazer falta? Vou sentir falta de chegar ao bar e já saberem o que gosto de comer ao pequeno almoço, das conversas de balneário com a M., da C. e de tudo o que ela é para mim, da T. e da R.. Vou ter saudades da Associação de Estudantes, dos torneios, de ficar até às tantas para preparar actividades para o dia seguinte. Vou ter saudades dos trabalhos de grupo com o T. e das alturas em que nos sentíamos injustiçados pelas fracas notas depois de tanto trabalho. Sabes? Foi isso também que nos fez crescer tanto como amigos, como IRMÃOS. Vão-me fazer falta as horas de almoço na sueca, as mil e uma coisas em que tinha sempre de pensar. Vou sentir saudades de estar num sítio em que toda a gente sabe o meu nome e me recebe com um sorriso, gosto de não ser membro de um só grupo e conseguir num só intervalo correr a sala de convívio de uma ponta à outra para cumprimentar os meus amigos e trocar sorrisos. Já tenho sauda...

Nós fomos!

Imagem
Sangue, suor e lágrimas! Sorrisos, beijos e abraços! Uma noite, escassas horas, um sonho! Dois berros, três palmas, uníssono! E, assim, declamado, podia ser uma excelente descrição do que foi. Tudo enquanto meia dúzia de gotas escorregam pelo rosto, morrendo na língua que lambe a saudade em estado líquido. Amigos, confidências e memórias! Partilha, fogo no peito e música, muita, muita música! Cansaço flamejante nos olhos, coração cheio e alma plena de orgulho! Tudo planeado, executado e sentido na maior pureza do nosso esforço. Louvor? Glória? Fama? NÃO! Paixão! Amor! Luta! Garra! Companheirismo! Vitória (sempre)! Força! SONHO!

bola de sabão

Imagem
Sabes quando se sente a ponta dos dedos a fervilhar? Eu descobri o que isso é! Descobri que são as palavras a chamar o papel e a caneta (sempre a caneta, para que nenhuma borracha as destrua). Sabes o que é melhor nisso tudo? É quando as três se encontram. Vontade, papel e caneta sentados à mesma mesa, bebendo chá do mesmo bule, em conversas triviais. E são estas conversas que te limpam a alma, que proferem (em voz sonante) aquilo que invade a tua mente, o teu peito, a tua alma. Essas conversas são os teus sentimentos espelhados no tampo vidrado da tal mesa. É este encontro-maravilha que expressa tudo aquilo que tu és, nem que seja com as metáforas de Neruda. É neste encontro que a vontade te apresenta ao restante comité . É deste encontro que nasce a beleza da tua escrita, aquilo que de mais puro tu fazes.

future

Imagem
Há quem passe a vida a saber exactamente o que quer fazer dela, há quem se deixe sempre levar ao sabor do vento e há os que, aos poucos, vão delineando cada pedaço de caminho. Hoje dei mais um passo. Oxalá nasça o bichinho!

«O que é que dizem os teus olhos?» (talvez tudo resida nisto!)

Imagem
Que é que eu quero fazer da vida? Pergunta pertinente! Uma pergunta que me tem invadido a cabeça, vezes sem conta, nos últimos dias. Nestas coisas, há sempre as pessoas que gostam de tudo, as que não gostam de nada e eu! Eu que gosto de coisas tão opostas, eu que sou de extremos, eu que apenas me aproximo por exclusão de partes e nem assim chego ao cerne da questão. Eu sei o que quero, eu sei muito bem o que quero... Quero fazer imensas coisas! Quero fazer rádio, quero escrever crónicas e quiçá um livro, quero divulgar aquilo que há de melhor, quero fazer televisão, quero abrir uma galeria de arte, quero tirar um curso de fotografia, quero cantar, quero... sei lá. Eu quero fazer arte, arte à minha maneira, é certo, mas arte! E por que caminho vou? Por que entrada optar? Dentro da entrada que escolher, por onde sair? Que é que eu quero fazer da vida? Que é que eu vou fazer da vida? Que é que eu posso fazer da vida? Que é que eu devo fazer da vida? Que é que me deixam fazer d...
Imagem
O nosso tempo não acabou.

Dinis

O ser humano traça, por natureza, objectivos e, na maior parte dos casos, preza por cumpri-los. É certo que há sonhos ou metas mais longe que outras, não querendo com isto dizer que sejam mais ou menos possíveis. Desde sempre achei que fazia todo o sentido dar aquilo que sou aos outros, fazer o meu melhor sempre e sempre quis que este 'melhor' fosse o melhor para a maioria das pessoas. Este ano comprometi-me a fazê-lo para com a Dinis e tensiono cumpri-lo. Hoje foi o primeiro dia de uma grande caminhada!

Rádio Rabisco

Imagem
Deixando de parte os meus momentos de incredulidade perante o mundo ou as pessoas; afastando aquela pequenina raiva que, por vezes, me consome ao ouvir certos comentários ou decisões; esquecendo, apenas por momentos, a insensatez de crianças presas em corpos de adultos, hoje quero falar de amor. Mas amor a sério, que nestas coisas gosto pouco de brincadeiras. Não, não vos vou falar de uma ou outra paixoneta de Verão, dos tórridos namoros de adolescentes convencidos de que são pessoas grandes, nem tão pouco do desejo que TODOS nós, num ou noutro momento, vamos sentindo por um outro alguém. Não, nada disso. Hoje, quero falar-vos do meu amor a uma página em branco. Estranho?! Provavelmente, pelo menos assim, à vista desarmada. Recuso-me a deixar um papel em branco, assim mesmo, em branco. Faço dele o meu palco, da caneta as minhas sabrinas e das frases o meu bailado. Se, há uns anos, me dissessem que umas palavras rascunhadas eram mais do que isso, não acreditava. O impensável ...

sis*

Imagem
Se pensar em tudo o que fui, tudo o que sou e tudo o que virei a ser; se me questionar sobre o que gostaria de ter sido ou o que gostarei de ser no futuro; se fizer da vida um puzzle de três cores: passado, presente e futuro... Talvez tudo seja mais fácil, ou mais dificil... As coisas demasiado planeadas nunca dão certo, não é? Mãe, quero dançar! Parecia simples, queria e pronto! Foi fácil encontrar o sítio e, por mero acaso (ou não), o estilo agradava. Começaram os treinos, os consecutivos e intermináveis treinos. Ela nunca chegava cansada, nunca se queixava de dores musculares ou algo do género, têm sido raras as lesões (e ainda bem!) e, nas veias, corre o gosto imortal pela dança, seja ela o que for, desde que o corpo mexa ao ritmo de um qualquer som. É espectáculo atrás de espectáculo, coreografia atrás de coreografia... E mesmo quando me irrita ter de ver tantas actuações, mesmo que me irrite que dances em todo o lado (mesmo em todo o lado!), mesmo que ba...

"A Campeã Voltou!"

Imagem
Escolíadas! - Até as paredes da D. Dinis emanavam este cheiro! Na escola respirava-se arte. Desde os membros do clube de teatro, sempre atarefados, aos nossos músicos cujos instrumentos já choravam de tanto treinar, (...) e, por fim, mas não menos importante, à claque, que dava voz a cada bater de palmas, que ficava rouca por cada hora de almoço gritada, que enchia os pulmões de companheirismo, empenho e muito trabalho, todos estava envoltos numa nuvem de vontade, diversão e esperança. Não pensem que é fácil, não o é! (...) É complicado tentarmos levar algo tão grandioso como a "Arte da Juventude", para a frente, cada passo é uma vitória e a taça, no final, seria a lufada de ar fresco. Há pessoas que dão o litro, o quilolitro por isto, dão de si tudo o que têm e oferecem também o que já não têm. Há gente, aqui dentro, que se define por este espírito escoliástico que é inspirar esforço e expirar respeito enquanto se luta pela vitória que, ao fim e ao cabo, é só a ...

aqui e agora

Imagem
Estou com uma imensa vontade de escrever mas sempre que me sai uma frase, apago; sempre que penso num tema, não gosto e sempre que penso em largar a caneta, não consigo. Podia pôr-me aqui a divagar sobre nada mas penso que isso, há muito tempo, perdeu o interesse, apesar de ser aquilo que estou a fazer agora mesmo. A verdade é que o acto de escrever desde sempre existiu na sua vida. Pensam vocês «existiu na de todos desde que entramos na escola». Mas não é isso que quero dizer, desde muito pequenina que recorda a ansia de saber escrever, a vontade de aprender letras para depois poder ser ela a desenhá-las e para poder perceber as que os outros faziam. Porém, nada disto despertou nunca a sua atenção, era só uma menina bem comportada, que gostava de ler e de aprender. Com o passar do tempo e o florescer da adolescência, apareceram as grandes emoções. Começaram a ser-lhe familiares os dias em que a vontade de chorar era imensa mesmo que sem razão aparente. ...

Respiras arte, Fipa

As luzes acendem-se, é lançada a música de fundo e sai a primeira modelo seguida de todas as outras. O público comentava, espantado e deliciado, a irreverência, a originalidade e a singularidade de cada peça exposta. O desfile levou os fotógrafos ao rubro. Os flashes ofuscavam os holofotes e intimidavam-se uns aos outros, atropelando-se. Os blocos de notas não paravam de ser percorridos pelas canetas e, folhas atrás de folhas, cheios de rasgados elogios ao evento. Evento este que, no dia seguinte, seria noticiado em todas as revistas de moda, em todos os jornais informativos e até a televisão e a rádio dispensaram pedaços dos seus programas para tecer inúmeras críticas positivas a este "maravilhoso espectáculo" como tantos viriam a apelidá-lo. Jovem atrás de jovem, vestido atrás de vestido, acessório atrás de acessório, tudo parecia estar em perfeita harmonia com o meio envolvente. A sala era rústica mas com exemplares únicos de arrojados elementos de decoração. Tudo f...
Foco sobre o piano, que começa a tocar. Foco sobre a guitarra, que o acompanha. Foco sobre o microfone, foco sobre quem o agarra. A boca abre-se, a melodia continua, saem palavras, saem sons, sai brilho, sai magia. Os escassos três minutos de som passam em três segundos e sente-se na voz uma única certeza «EU AMO ISTO!». Os olhos fecham-se, a voz cala-se e o piano e a guitarra dão lugar aos aplausos entusiásticos, elaborados de pé. Plateia ao rubro. Flores a cair no palco. Cartazes com o nome. Lágrimas a cair. Vitória contagiante. - Catarina, acorda! Desde sempre o sonho e para sempre o sonho.

Palavrinhas Cruzadas

Imagem
Entrelaço momentos com memórias, sobreponho recordações, coloco no sítio certo cada barreira sem nunca consultar as soluções para tomar uma decisão. Aqui não há exercícios resolvidos. Faço do meu dia um jogo de palavras cruzadas em que um largar da caneta é morrer. Aqui a borracha não actua e o corrector não existe. Desistir é atitude proibida e mudar de página, só quando todos os assuntos estiverem resolvidos, só quando o jogo for fechado. O bom das palavras cruzadas é que não existe GAME OVER. Quando o livro acabar, haverão sempre outros para preencher. O jogo só acaba quando o único jogador, eu, parar de escrever.

- sonho

Pegou no microfone. Todos os holofotes se viraram para ela. Olhou em frente, mas repentinamente fitou o chão. A música começou. As palavras não saiam, a voz não saía, os lábios não se mexiam. Que estava a acontecer? A múscia parou. E em seguida, recomeçou. Afastou o cabelo dos olhos, fitou o público e da sua boca soou a mais bela melodia conjugada com as palavras mais bem encaixadas que algum dia alguém viu! E o sonho tornou-se realidade!

III

Cheguei e senti que aquela tinha sido sempre a minha casa . Ninguém fez ou disse algo que me fizesse querer recuar, tudo me incentivava inevitavelmente a seguir , a continuar ! Fui alvo do maior dos simbolismos , aquele a que poucos têm direito mas eu vivi-o com a maior das intensidades ! Posso ser Aspirante ou Noviça ou Joaninha , mas eu respiro Azul Pioneiro , eu respiro Escutismo !

lágrimas e aplausos

Passei anos e anos na plateia e, de cada vez que tinha de aplaudir, uma lágrima caía. Porquê? Porque não via hora de ser eu a receber aqueles aplausos, porque queria estar em cima daquele palco e chorar de alegria por ter toda aquela gente a vangloriar-me! E em todos os espectáculos esta cena se repetia. Até que um dia, um senhor idoso se chegou perto e perguntou o porquê daquela lágrima. "Gostava de estar ali! Gostava que me reconhecessem pelo meu trabalho e, quem sabe, talento! Queria subir àquele palco e ser aplaudida no final!", respondi-lhe eu. Senti uma daquelas mãos enrugadas a tocar-me o rosto e a secar-me as lágrimas. Em seguida, duma voz meiga, experiente e cansada ouvi "Rapariga, faz-te à vida! Luta! Ou achas que é aqui sentada, a chorar, que cumpres esse sonho?". Sorri-lhe e saí. Durante toda a noite, dei voltas e voltas na cama, sem conseguir dormir, a voz daquele "avôzinho" não me saía da cabeça. Nas semanas seguintes não descansei enquanto ...
'A vida muda mas os amigos permanecem. Os sonhos também, ainda que possam ter a forma de um monte de papéis e ficar guardados durante anos no fundo do guarda-fatos. E quando se vislumbrava a concretização do sonho, o inesperado acontece, fazendo desaparecer o embrulho que guardava o sonho e estava prestes a chegar ao destinatário.' António Mota Não perguntem o porquê deste texto , nem sequer o sentido , li e gostei (: Mas daqui retiro uma força , a força que muitos de vocês me dão e que eu agora comecei a aproveitar , a força para lutar pelos meus sonhos ... Eu vou lutar por isto , porque é isto que eu quero... Obrigada João Saramago