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1 ano na blogosfera :)
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Emaranhada entre uma baralho de cartas e capuccino quente, vou atirando para cima da mesa, num gesto meramente mecânico, as cartas que me parecem mais indicadas (ou talvez, somente, as que estão mais à mão no momento) - sim, porque mecânicamente ninguém pensa nem consegue tomar decisões decentemente, mesmo que se resuma a um simples jogo de cartas. Navego, não sei bem por onde, vou divagando (para ser mais precisa). Sem tomar nenhuma decisão concreta, penso sobre variados assuntos e vou tomando a minha posição em relação a cada um (um dia, pode ser preciso ter uma conversa séria com alguém sobre algum deles e convém que tenha a minha opinião. Que parvoíce! Que estou eu a dizer? Tomo a minha posição porque é inevitável e porque eu sou assim mesmo.). Sinto-me, por instantes, oca. Dentro da minha cabeça circulam apenas pequenas palavras que conversam umas com as outras, enquanto o exterior se move a um ritmo bastante mais lento e emite sons indecifráveis (o que não me incomóda min...
Vede sempre o lado melhor das coisas e não o pior. Mas o melhor meio para alcançar a felicidade é contribuir para a felicidade dos outros. Procurai deixar o mundo um pouco melhor de que o encontrastes e quando vos chegar a vez de morrer, podeis morrer felizes sentindo que ao menos não desperdiçastes o tempo e fizestes todo o possível por praticar o bem. B.P.
Sinto que perdi o dom! Se soubessem quão triste estou... Quando comecei a acreditar que podia ser real, que não era assim tão impossível, deixei de conseguir! É frustrante querer escrever e não conseguir, sentir que tudo o que sai é palha, apenas repetições de tudo o que já foi dito. Escrevo uma, duas, três frases e no final risco tudo, está sempre tudo mal. Se algum dia o tive, agora perdi o dom!

RN

Ás vezes olhamos em torno e no meio de uma multidão detectamos um vazio . E por mais pessoas que possam cruzar o nosso caminho , o vazio permanece lá porque cada pessoa tem o seu lugar e a que ocupava aquele eclipsou-se. Conquistamos mundos e vitórias, disfarçamos a ausência com supostas felicidades, com a aparente resignação, com um olhar de soslaio fingindo que já nada afecta. Mas nunca é real, quem deixa um vazio, deixá-lo-á para sempre! A não ser que volte a ocupar o seu lugar e volte a viajar connosco nesta montanha russa de emoções, neste desejo desenfreado de ser feliz, neste encadeamento de fracassos e sucessos, nesta certeza infinita de que a vida é o melhor do mundo.
Era triste! Não, não, mais que isso, muito mais que isso, era o pior dia das nossas vidas. A angústia sentida era expressa em cada silêncio e a pergunta era sempre a mesma, um simples e enigmático "Porquê?". Era estrondoso o barulho que cada lágrima emitia ao escorregar pelo rosto! Olhei-te, divagavas no vazio. Voltei a olhar, fitavas o céu enquanto os teus olhos se inundavam, aproximei-me e abracei-te, pousaste a cabeça no meu ombro e chorámos, chorámos por todo aquele cenário que não podia ser mais negro. Naquele dia chorámos todos! Despimo-nos de preconceitos e ali todos eram iguais, todos precisavam de um abraço, todos tinham o mesmo propósito: dar tudo o que tinham para poder melhorar o que fosse possível! Ele sorria, desarmava-nos completamente, exibia e realçava somente o orgulho e tinha como pré-definição que a saudade é somente a prova de que o passado valeu a pena! 1 ano

Auto-retrato (ou tentativa, apenas)

A Catarina não é só aquela menina que se passeia pela escola exibindo orgulhosamente as suas esfarrapadas All Star roxas, é muito mais do o que seu sorriso exprime. Eu sou o viver de um sonho, sou a permanente luta pela felicidade com o pleno amor à vida! Daqui a uns anos perguntar-me-ão o que foi a minha adolescência e direi que fui feliz, que aprendi a viver como nunca antes vivera, que fui humana, que chorei e ri à gargalhada, que sobrevivi à dor, que fui fria e acolhedora, que amei muito! A Catarina é muito mais do que a rapariguinha pequenina e gorduchinha, a Catarina é a certeza de que na palavra saudade estão escritas as vitórias do passado. Eu vou à luta, eu quero então eu consigo! E quanto a ti, se me perguntarem se te amei (isto se alguém ainda tiver dúvidas) direi que sim, com toda a certeza. Mas que não te amei à toa, que não te amei só porque sim, direi que te amei pelo orgulho que sempre despertaste em mim, pela capacidade que tens de me elevar com um só so...