Mensagens

(pouco) Poeta (muito) Insatisfeito

Imagem
Há quem lhe chame cego , enganador , falso ou assassino de sonhos . Há quem se recuse a conhecê-lo e, mesmo assim, diga mal dele. Há quem apregoe ser-lhe chegado, próximo, íntimo ou até parente, mas muitos desses nunca lhe viram o rosto . Há quem o odeie desmesuradamente . Há quem o ame infundadamente . Há quem acredite tê-lo tocado, imensas vezes, mas tudo foram quimeras. Há quem sinta a sua pele, todos os dias, quem o vive nem sabe a fortuna que tem. Eu sou só mais uma dessas bolas antistress, nas tuas mãos. Sou só mais uma das tuas cobaias. Um dia, hás-de deixar de fazer experiências. Até lá, eu e outras pessoas vamos andar rezando por um pouco da tua atenção , continuaremos a lutar pelo teu respeito . E, mesmo que não consigamos, havemos de continuar a gritar, com orgulho , o teu nome: AMOR!

It's about LIFE!

Imagem
Se vives num mundo que não é teu, sujeito a forças que nem sentes, regido por leis que não conheces e se chegas a sentir que nem o teu corpo te pertence, pois bem, não estás no caminho certo. Fomos TODOS postos no mundo para ser felizes! Não quer dizer que o caminho seja curto e sem obstáculos, não o é. E se algum dia pressentires que o está a ser, fica atento, alguma armadilha te espera. Um dia, era eu ainda pequena, disseram-me que ninguém nos facilita as coisas e, na grande maioria das vezes, acontece o oposto do que estamos à espera, ou seja, somos surpreendidos pelo inesperado. Eu, na minha inocência e no meu pavor da morte, estava sempre à espera que me entrasse em casa um ladrão de arma em punho, pronto a pôr termo à minha vida pois, segundo aquela teoria, a probabilidade de isto acontecer diminuía visto que eu estava à espera que acontecesse. Ainda estou viva e, que eu saiba, não entrou nenhum ladrão em minha casa, no entanto, já duvido que aquele pensamento influe...

'Menina Bonita Não Paga Mas Também Não Come'

Imagem
Esse dia, que outrora fora trevas, é agora uma noite iluminada de Agosto. Nessa avenida, onde tudo ganha outra vida, outro vigor, outra força, nesse permanente circular de turistas que teimam em usar calções beges e mochilas às costas, os mesmo por entre os quais te misturas e quase te confundes pois esses olhos azuis perdidos entre os caracóis louros, que te escorregam sobre a testa, conferem-te um ar nórdico, herdado do teu pai que sempre foi um homem bonito e robusto; é nessa avenida que tudo acontece. Tu piscas o olho a morenas de saltos altos, tu danças ao som do samba com idosas gaiteiras, tu treinas o teu inglês com ruivas desajeitadas, tu espalhas charme, tu és o rei! Tudo isto debaixo de candelabros de estrelas que, emaranhadas, tentam ofuscar o mais bonito abajur, essa Lua irrepreensivelmente branca. Mas o teu palco é desmontado sempre que o sol e a lua invertem papéis, sempre que há troca de turnos, sempre que o luar dá lugar ao crepúsculo que, por sua ve...

É de se perder a cabeça!

Cada vez me custa mais a entender como é que sendo o ser humano um bicho tão perfeito não consegue criar mecanismos de defesa que abram caminhos e destruam barreiras. Podemos pensar em imensas engenhocas que nos poupariam lágrimas, preocupações e problemas. Sim, eu sei que sem dificuldades não era a mesma coisa e blá blá blá... Mas contínuo a achar que há coisas perfeitamente dispensáveis! Começaria por rotular as pessoas. Não pelas marcas de roupa que usam, pelo carro que têm ou pela quantidade de assoalhadas da sua casa mas faria rótulos do tipo «de confiança», «falso(a)», «sem carácter», «boa pessoa», «desprezível»... Confessem: facilitava a vida a toda a gente. Mais, fazia mais ainda... Colocava um filtro em todos os corações, só as pessoas com um rótulo aceitável entravam e, assim, diminuíam as desilusões e a frustração de gostar de alguém que não merece absolutamente nada, ou seja, poupavam-nos ao facto de considerarmos grandes amigos, pessoas que não va...

Rasgão, golpe... Chama-lhe o que quiseres!

       Escrevi a minha vida num livro. Não queria publicá-lo, queria apenas prevenir-me, não fosse a memória atraiçoar-me! Nunca precisei de ir reler nada, as coisas, as pessoas, os locais, os momentos e os sentimentos que mereciam estar lá escritos, estavam bem presentes no meu ser. No entanto, aquele livro era o meu tesouro, página por página, manuscrito, chorado, gargalhado mas, sobretudo, sentido.        Dediquei várias páginas à tua pessoa, ao teu ser, à tua importância, à nossa história, àquilo que fomos (de bom e de mau), a NÓS! Tu, pelos vistos, nunca soubeste, nem sequer sonhaste.        Voltaste mais tarde, já tinha cruzado vários capítulos, para rasgar aquilo que já antes borrataras. Fizeste questão de destruir parte do meu passado, de deixar vazio aquele tempo que a ti, e só a ti, dediquei. E, por esse feito, eu não te perdoo. Desculpo todas as discussões que provocaste, desculpo...

A Força do Teu SER

Imagem
Não posso dizer que isto é o luto do que sinto por ti, pois isso implicava que o sentimento já tivesse morrido e, na mais pura das verdades, não morreu! Mas sinto coisas estranhas, talvez seja o começar a tomar consciência de que a realidade que eu quero nunca será realidade... Dói, dói pensar que pode não haver bis, que posso nunca mais sentir os teus lábios... Garanto-te que o orgulho que tenho em ti, na pessoa que és, esse vai ficar para sempre. És um miúdo fantástico, com um carácter gigantesco, com a real noção das coisas, marcas de uma forma majestosa a vida de quem te conhece e esse mérito ninguém te tira. Devo-te muito do que sei hoje, devo-te quase todas as aprendizagens dos últimos tempos. Essa tua filosofia de vida encanta-me, a forma mágica como encaras o ser humano e as tuas missões, por mais ínfimas que possam ser. Vou defender-te sempre. E quando disserem que não mereces isto ou aquilo, serei a primeira a levantar-me e a dizer que mereces este mundo e o outro!

Girará o meu mundo ao contrário de todos os outros?

Imagem
       Há uma altura na nossa vida em que começamos a tomar a real consciência das coisas... Nessa altura, percebemos que as pessoas raramente são o que mostram ser, que muito do que é dado de boa vontade trás intenções escondidas, que não devemos pôr as mãos no fogo por (quase) ninguém e que as grandes pessoas não apregoam sê-lo.        A partir do momento em que tomamos consciência disto, achamos que não seremos mais levados por quimeras, que temos o controlo e que, a nós, nunca mais ninguém nos engana. O certo é que, ao mínimo descuido, somos apunhalados à retaguarda, traçam-nos a perna ou encaminham-nos ao abismo.        Somos como jogadores de cabra cega, aos quais se vendam os olhos para que, em vãs buscas, encontrem o procurado. Sabemos que jogamos às escuras, que tudo são enigmas cujo código se perdeu. Custa-nos crer nisto, acreditar que nada se dá por garantido e que, a qualquer mom...