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#05 - SONS

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Tornou-se comum dizer que "A melhor rede social é uma mesa rodeada de amigos". E ainda que isto possa parecer uma frase feita tem, como todas, um fundo grande de verdade. Continua a ser impagável o gargalhar de quem gostamos e a mesa nunca deixou de ser o melhor palco para um grande momento de convívio. Não foi à toa que se criou o hábito de comemorar as coisas que de bom nos aconteceram com um jantar. Rodearmo-nos de pessoas boas, em torno de comida preparada com carinho e um vinho escolhido a preceito tem tudo para ser um momento de festa. Fazemos jantares de aniversário, jantares de natal, jantares de passagem de ano, fazemos almoços para celebrar negócios, almoçamos em grande galhofa com os nossos amigos na escola, partilhamos uma mesa cheia de marmitas com os nossos colegas de trabalho, fazemos piqueniques no verão, na primavera, lanchamos com os nossos amigos para pôr a conversa em dia... Pegamos nos momentos bons e fazemos deles uma refeição. Na maior parte das vezes...

#04 - COMIDA

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Viver na aldeia às vezes é uma chatice. Toda a gente nos conhece e isso tem tanto de bom como de mau. Ir ao café é o mesmo que comprar um jornal local. Não há cinema, não há centros comerciais (na minha nem sequer há minimercado!), não há caixas de multibanco nem farmácias. Os autocarros têm horários escassos e nem sempre vão para onde precisamos. Não há um restaurante, nem sítio onde ir comprar uma bilha de gás. Posso ir a pé a todo o lado mas não há grande sítio onde ir. Na minha aldeia já nem há escola primária. Mas vive-se bem aqui. É pacato! Sempre brinquei na rua, aprendi a andar de trotinete na estrada, corri atrás de galinhas e quando preciso de um limão, atravesso a estrada, estico a mão e apanho um. Não tenho uma casa grande, e por isso quando há festarola reunimo-nos no quintal. Isso implica toda uma questão logística que vai desde acartar todas as coisas necessárias para o sítio, até ter todos os vizinhos à janela a querer saber o que se passa. Vizinhos... Os vizinhos da a...

#03 - COR

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Se há um ditado que diz que "O bom filho à casa torna", também há um outro que nos lembra que não revisitemos lugares onde fomos felizes. Nunca fui grande adepta deste segundo. Mas ultimamente, por me ter tornado fã da Raquel Tavares e por ter descoberto esta música , tenho pensado muito nele. Perdoem-me a presunção, mas não sei se conheço alguém que tenha sido mais apaixonado pela vida académica do que eu. Pela praxe boa e regrada, pelos batismos, pelas famílias, pelas noites de folia, pelas tardes de estudo, pelo companheirismo e pelos grupos de amigos que se tornam mais do que família. Todavia estou cada vez mais desligada de tudo o que me liga a esses tempos pouco longínquos. Vou sendo convidada para praxes e convívios a que decidi deixar de ir e, às vezes, até a camisola de curso me custa vestir. Não que tenha alguma espécie de mágoa. Talvez desligar-me doa menos. Mas não me faz amar menos... A A. é o meu despertador, o meu puxão para a realidade, a pessoa que meia vol...

#02 - TECNOLOGIA

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Há cerca de um ano, farta de estar em casa e depois de recuperar de um dedo partido, larguei-me a entregar currículos no centro comercial. Se era a ideia que mais me agradava? Não, nem por isso. Mas na altura era a mais imediata e mais acessível. Passados poucos dias, fui chamada para uma entrevista, na Tiger, no (na altura) Dolce Vita Coimbra, e umas horas depois da entrevista estava a ser contactada com a notícia de que tinha ficado. Trabalhar na Tiger trouxe-me coisas más e coisas boas, como tudo, mas uma das coisas em que me enriqueceu foi no leque de jogos. O desconto de funcionária e a variedade disponível ajudaram. A alguns dou muito uso, outros nem por isso. Um dos jogos que comprei consiste apenas nisto: uma caixinha com seis dados, cada dado tem em cada face uma imagem e o objetivo é construirmos histórias com aquilo que a sorte nos vai reservando, de cada vez que lançarmos os dados. Na altura comprei-o porque achei que podia dar jeito para algumas atividades com os escu...

#01 - CHEIROS

Sou uma maluquinha das coleções. E gosto! Acho que se me chamarem assim me sinto meio que elogiada. Não sei de onde me veio o bichinho, nem quando começou. Mas já tive uma coleção de porta-chaves, uma de isqueiros, uma de postais, tentei continuar uma coleção de canetas do meu pai, já tive uma coleção de pacotes de açúcar, primeiro cheios, depois vazios. De momento coleciono galos de Barcelos e sou grande fã de tudo o que tenha a ver com globos e mapas. Posso considerar os livros uma coleção? A acrescentar a isto, guardo tralha! Desde recordações, a caixas (que um dia podem ser precisas para qualquer coisa), revistas de determinado tema... Digamos que daqui a uns anos a minha casa há-de assemelhar-se àquelas garagens que aparecem nos leilões da televisão. Garagens cheias de coisas que ninguém sabe muito bem o que é, como está organizado e o porquê de estar ali. E por muito estranho que isso vos pareça, agrada-me tanto esta ideia... Apesar de já me ter estendido por um longo parágrafo,...

30 DIAS DE GRATIDÃO

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No início deste ano, juntamente com duas colegas (e amigas!) de trabalho (e depois com mais umas quantas pessoas que foram alinhando connosco), atirei-me a um desafio. Na altura uma imagem que achámos no Pinterest e que nos dava um tema por dia para a publicação de uma foto. Tomámos-lhe o gosto... E em fevereiro criámos o nosso próprio desafio de música. Uma música por dia sobre os mais variados temas, desde casamentos, funerais, décadas marcantes... Em março, encetámos mais um desafio de fotografia, desta vez tendo como mote o abecedário. Está a chegar abril... E temos um novo desafio na manga. Voltarei em breve... com novidades!

Taras e manias

Acho que sempre fui uma pessoa de frases feitas, sempre adorei provérbios e acho imensa graça a umas quantas expressões idiomáticas pela parvoíce que são se as tomarmos à letra. Há uma que me tem dado que pensar: "fim do mundo em cuecas". E para quem não sabe o que significa (sim, porque nunca sei até que ponto não há destas expressões que apenas correm no seio da minha família) usa-se, por exemplo, quando o quarto está todo desarrumado, a mãe entra, põe as mãos à cabeça e diz: - Este quarto parece o fim do mundo em cuecas !! E isto nada tem a ver com os eventuais pares de cuecas que possas ter espalhados por lá (esta é outra, "par de cuecas", par, porquê par? porque tem dois buracos? que eu saiba nenhum de nós tem um par de narizes na cara!), apenas significa  que está tudo desarrumado, espalhado, desorganizado... Bem, apenas significa que é o teu quarto! E porque é que tenho pensado nesta expressão? Não é porque não tenha mais nada que me fazer, apenas porque ...