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"até amanhã" (ou até sempre)

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Nos últimos dias emprestei a minha alma a uma vida que já não é minha. Até dormi num quarto que não é meu, nem é de ninguém. Vai sendo de por quem lá passa na mesma medida em que um qualquer outro será meu em breve. Está a chegar a hora. A hora de deixar os planos, a hora de pôr a minha vida numa mala e ir. Trancar 20 anos com um fecho éclair e meter-me num comboio com destino ao meu futuro, por muito incerto que ele possa ser. Chegou a hora de… Não sei que hora é, não sei o que me espera nem sei o que esperar. Sei só que já passou o meu tempo aqui, sentada sem mais nada que fazer. Agora é tempo de outros voos. 

40 cartas, uma história

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Olá, eu sou o António. O avô António. Daqui a uns anos os avôs vão chamar-se Rodrigo ou David e já ninguém vai ter o avô Zé ou Manel. Esta modernice nos nomes… Hoje fui ao jardim, vou lá algumas vezes. Sentei-me numa das mesas, sozinho. Na mesa ao lado dois avôs, como eu (com certeza nenhum chamado Miguel), a jogar dominó – o famoso jogo dos reformados. Não gosto muito de jogar mas gosto de observar, traz-me memórias. A minha predilecção sempre foi a sueca (e não, não vou fazer aquela piada fácil “mas também gosto de francesas e russas”). A sueca é um jogo de mudos – aprendi eu a entoar sempre que os adversários menos experientes faziam comentários sobre o jogo. Há algum tempo que deixei de jogar a sério. Com adversários e parceiros a sério. O meu parceiro partiu faz algum tempo. Foi também o meu professor. Foi com ele que aprendi qual a carta mais acertada a jogar, quais os sinais que devia fazer-lhe para que percebesse as minhas intenções, encobri-o numas quantas batotas… Fui...

Manel, exististe mesmo?

Em minha casa não se fala de mortos. Fala-se de funerais, de x ou y que morreram esta semana, comunicam-se essas notícias. Mas não se contam histórias do avô Riquito que lançava o pião (só quando a Nazaré Caldeira se perde nas suas divagações), não sei nada do avô Alberto que morreu de acidente de mota, nem sei o nome da mulher do bisavô Manel e por isso minha bisavó, pouco sei do primeiro Facadas da família e as memórias que tenho da bisavó Cesaltina são poucas ou nenhumas. Ah, dizem-me que roubava a bengala à Ti Linor (que na verdade se chamava Leonor) e que a Ti Angelina (que nunca percebi se era da família ou não), quando veio o euro, me dava vinte cêntimos a pensar que era uma fortuna. E é raro, muito raro, que a conversa vá mais longe que isso. Porém, no meio destas pessoas todas, há uma com a qual tenho uma ligação especial e pela qual me emociono sempre que conto a nossa história. Esta pessoa é o bisavô Manel, do qual não tenho nenhuma recordação (daqui a pouco perceberão p...

like a fairytale (or not)

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Nos contos de fadas, acaba sempre tudo bem! Os bons ficam com os bons e os maus são sempre punidos. Ninguém gosta que as semelhanças com a realidade sejam diminutas, digamos inexistentes. Ninguém gosta, mas toda a gente sabe. Agora, destes, dos que sabem, há os que vêem e os que não querem ver, os que acreditam na veracidade disto e os que preferem continuar a acreditar na possibilidade da existência de asas semi-transparentes, com purpurinas prateadas e que conferem aos sonhos aquele toque de fada. Eu já não acredito que um dia montes um cavalo branco ou me cantes uma serenata ao luar, eu sei que nunca vai acontecer, mas teimo em dizer ao meu chato coração que ainda é possível, que (mais tarde ou mais cedo) tu vais ver que eu sou mais que a irmã que nunca tiveste, que sou mais que a sombra pouco nítida do teu apego ao mundo. Sabes? Ainda lhe digo que um dia se vai juntar ao teu, digo-lhe que, eu e tu, vamos partilhar a mesma cama, trocar beijos de bom dia e beijos...

Até um dia...

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É estranho escrever sobre o que sinto quando não quero sentir e, ainda menos, perceber o que sinto. É como que uma saudade estranha, que se difunde no ar e que somos capazes de sentir na nossa respiração. É uma constante vontade de partir conjugada com o permanente desejo de ficar. Não ficar para sempre, nem ficar fisicamente. Mas ficar.  O pior que pode acontecer-nos é não sermos lembrados, sobretudo nos sítios e nas pessoas que lembramos. É corrosivo o medo de não marcar, de não ser importante, de passar indiferente à vida e às vidas que estão connosco. E, no fundo, acho que é disso que eu tenho medo, medo que a teia que nos une parta. Eu sei que não vai partir totalmente, há fios que hão-de manter-se com o mesmo vigor e força mas há outros que já se dissolveram no tempo ou na falta dele e nos sentimentos ou na falta deles. Tudo aquilo que existe deve ser alimentado, desde a mais minúscula bactéria ao imenso oceano. Também as relações o ...

nostalgia do fim

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Sabes o que me vai fazer falta? Vou sentir falta de chegar ao bar e já saberem o que gosto de comer ao pequeno almoço, das conversas de balneário com a M., da C. e de tudo o que ela é para mim, da T. e da R.. Vou ter saudades da Associação de Estudantes, dos torneios, de ficar até às tantas para preparar actividades para o dia seguinte. Vou ter saudades dos trabalhos de grupo com o T. e das alturas em que nos sentíamos injustiçados pelas fracas notas depois de tanto trabalho. Sabes? Foi isso também que nos fez crescer tanto como amigos, como IRMÃOS. Vão-me fazer falta as horas de almoço na sueca, as mil e uma coisas em que tinha sempre de pensar. Vou sentir saudades de estar num sítio em que toda a gente sabe o meu nome e me recebe com um sorriso, gosto de não ser membro de um só grupo e conseguir num só intervalo correr a sala de convívio de uma ponta à outra para cumprimentar os meus amigos e trocar sorrisos. Já tenho sauda...

i'll give you everything

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Dá-me o teu sorriso , dás? Não, não quero que o arranques e o transponhas para a minha cara, não é isso. Quero que o transportes todos os dias, quero que faças dele acessório quotidiano da tua face. Quero que o uses para continuares a levar-me ao pretérito, por vezes, incoerente que é a nossa história .  Tapa, por instantes, o castanho-infinito dos teus olhos e... beija-me . Destapa-o agora. Vês o meu sorriso? Vês a felicidade que transparece dos meus olhos? É isto, é isto que eu quero de ti. Quero que me faças feliz como só tu sabes, só isso . Há quem consiga fazer da vida um jogo de tabuleiro, a manipule ao seu jeito e lhe dê o movimento na hora e à velocidade que pretende. Eu não consigo, não sei se por não ter capacidades para tal ou, simplesmente, por apreciar demasiado a sua beleza ao ponto de não ser capaz de a distorcer de forma nenhuma. Sou apologista do destino, da forma aleatória que a vida tem de nos mexer, tal como marionetas. Mas, contraditoriamente,...

tic-tac

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Vou explicar-te, é tão simples quanto isto: eu sou COMPLETAMENTE apaixonada por ti! Desde o primeiro dia em que te vi que despertas uma estranha sensação em mim. Ao longo do tempo, foi tomando graus diferentes, níveis superiores, dimensões mais elevadas, com o tempo aprendi a amar-te, a admirar-te e a perceber que tu és o homem da minha vida e que faria de tudo para ficar do teu lado, o tempo todo, a toda a hora. Acho fantástica a capacidade que tens de mudar o rumo do meu dia, fico estupefacta com o poder do teu sorriso e com a força da tua expressão. Venero a tua postura e aprendo muito contigo.  Auto-controlo tem sido a palavra-chave dos meus dias. Controlo-me para não te beijar a meio de uma frase. Controlo-me para manter os pés na Terra. Controlo-me para poder largar a tua mão. Controlo-me para não pensar em ti o dia todo (este é completamente em vão). Controlo-me em tudo o que digo e faço, para não te perder, para não te assustar e para não me iludir. Amo-te

só me importa amar-te

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Esse teu não querer confunde-me. É como se quisesses tanto quanto eu e ainda não tivesses tido coragem de o admitir perante ti próprio.  É estranho equacionar tudo isto, é estranho não saber muito bem o que pensar ou a que me agarrar e é ainda mais estranho que, sabendo que isto pode correr muito muito mal para o meu lado, não deixe de te amar, de lutar por ti, de acreditar que ainda vamos acabar juntos, sem margem para dúvidas, questões ou fins! Amo-te.

'if you're ready like i'm ready'

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I think I wanna marry you!

ainda e sempre

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Esse amor que, ainda e sempre, me prende a ti é completamente inexplicável. Deixei de conhecer finais desde que me fizeste apaixonar por ti. Deixei de ver semáforos vermelhos, estradas sem saídas, canetas sem tinta, cadernos sem folhas, deixei de ver gavetas vazias, memórias por preencher ou segundos vagos. Tu preenches todos os espaços em branco que possam existir. Alucinas-me a mente, desregulas-me o sistema nervoso, bagunças-me as hormonas e queimas-me os neurónios. Quando te vejo, os minhas pálpebras mexem em câmara lenta, tudo acontece muito muito devagar, espero eu, para saborear cada pedaço de tempo, mas num extenso piscar de olhos, tudo passa na efemeridade de um instante.  Concretizas aquilo que muita gente chama de ideal. Pelo menos para mim. Tens as características certas, imensos defeitos e qualidades que os superam, sabes lidar comigo, transmitir-me bem-estar, tranquilizas-me com o teu olhar castanho-infinito , penetras os meus sentidos com o cheiro adocicado da...

mrp

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Tu não sabes mas foste a primeira pessoa em que pensei... O que mais dói quando se ama alguém é imaginar tudo aquilo que não conseguimos realizar juntos. O que vivemos é um tesouro que nunca se apaga da memória, mas é o que não construímos que nos entristece e mata. Como vives ensombrado de dúvidas e tens muito jeito para inventar desculpas inteligentes, costumas dizer que não nos conhecemos no momento certo e que tudo seria diferente se nos tivéssemos cruzado mais cedo. Mas ambos sabemos que não é assim. Ambos sabemos que o medo e a vontade há muito que lutam por governar o mundo e o coração dos homens, numa batalha surda onde só há vencidos. Ambos sabemos que tens medo de mim e medo de ser feliz. (…) Não tens saudades de ser livre e seguir o teu coração? (…) Eu tenho saudades do que não vivi contigo. Vou Contar-te Um Segredo , Margarida Rebelo Pinto

há coisas eternas...

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Custa-me sentir que a olhas de uma forma que eu nunca conheci. Custa-me que ainda sejas tanto mesmo que eu queira que sejas muito menos. Custa-me saber que continuaria a fazer tudo por ti. Custa-me saber que, mesmo que eu diga que não, continuo a ser tua na medida de tudo aquilo que sou. Custa-me não ser capaz de dizer que já não te amo. Custa-me que não tenha dado certo. Custa-me ter aprendido tanto contigo e mesmo assim não poder usá-lo com a única pessoa que o merece realmente, tu. Custa-me que nunca me tenhas pertencido. Custa-me continuar a querer dar-te o mundo. Custa-me defender-te sempre, mesmo que os meus argumentos se virem contra mim. Custa-me que a tua opinião quase valha mais que a minha. Custa-me saber que é só quereres fechar a mão e...

soro fisiológico nada resolve!

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Às vezes, a vida obriga o nosso coração a tornar-se frio em relação a determinados assuntos. Às vezes, o nosso coração sente-se forçado a petrificar para amenizar certas e determinadas situações. Isto acontece porque, em relação a certos assuntos, ficamos tão calejados, caímos tantas vezes da mesma forma, que a certa altura já sabemos como devemos cair, não que doa menos, só já não temos lágrimas para chorar essa dor da mesma forma. Tornamo-nos coisas que se assemelham a vidros protegidos por (aparentes) carapaças. Aprendemos que dói mas começamos a tornar-nos sépticos quanto a essa mesma dor. Deixamos de bradar aos céus por cada lágrima que cai porque essas lágrimas deixam, simplesmente, de cair. Aprendemos a conformar-nos com o facto de raramente as coisas correrem como queremos e solicitamos um cajado para que tenhamos um ponto de apoio para tentarmos levantar-nos sempre que a vida nos der mais um pontapé. Sabem quando somos miúdos e temos uma f...

fazes-me voar!

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Sabes o que é que eu gosto? Gosto quando me beijas e o mundo, de repente, se torna perfeito !

«um dia beijo-te a meio de uma frase»

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Podíamos até ser o dueto mais improvável, mas eu sei que não somos. Podíamos ficar muito mal um ao lado do outro, mas eu sei que não ficamos. Podíamos ser muito infelizes juntos, mas eu sei que não seriamos. E é isto que dói. Dói saber que faria de ti alguém muito feliz e que seria feliz só por isso. Eu AMO-TE e acho que tu não sabes disso. Não sabes a medida desmedida daquilo que sinto por ti. Acho que não sabes o quão único sempre foste. Acho piada às pessoas que se vangloriam porque gostam de ti por aquilo que és, oi? Não é assim mesmo que deve ser? Eu gosto de ti por aquilo que és, é claro. Mas gosto de ti por muito mais do que isso. Gosto de ti por tudo aquilo que me ensinaste a ser, gosto de ti porque me fizeste descobrir o amor, gosto de ti porque me sabes fazer feliz, gosto de ti por todo o respeito que tens por mim, gosto de ti por cada marca que deixas na minha vida, mais, gosto de ti pelo sorriso que o teu olhar transporta, gosto de ti pelas vitórias que conquistámos...

fazes-me num oito!

Somos como que duas pontas de uma mesma corda que, muitas vezes, se entrelaça. Mas é tão estranho, porque continuamos a ser pontas opostas que, por vezes, podem enrolar-se com outras pontas, de outras cordas. Aí o meu coração dói. Dói porque tu és a outra ponta da MINHA corda, porque acabas por ser a continuação daquilo que eu própria sou. Não, não gosto que dês nós com outras pontas, porque o único nó que ficará realmente bem feito é aquele que tu fizeres comigo.

'que nunca caiam as pontes entre nós'

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O dia em que o teu olhar não se cruza com o meu, não é dia! AMO-TE

lo que hay en mi

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Começo a acreditar que aquilo que senti (sinto!) por ti é um amor nunca saturado. Como se de uma fonte eterna se tratasse. Continuo com o incessante desejo de te ter comigo! ( e que se lixe a psicologia que diz que quando temos deixamos de querer ter ). Eu cá continuo a querer-te e quanto mais te tenho mais te quero. ( e o problema é que gosto muito disso !)

ZigZag de Emoções

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"Se eu gosto de ti, se gostas de mim, se isso não chega tens o mundo ao contrário!" Baralhas-me os sentidos, fazes-me ouvir o cheiro dos teus cabelos, ver a melodia da tua voz e cheirar a profundidade dos teus olhos. Tocas-me, electrizas-me! É automático! Podias legendar cada um dos teus movimentos, assim teria a certeza que estou a ligar o um ao dois e não a saltar um passo e a ligá-lo imediatamente ao três. Arranja-me um tradutor da tua linguagem e eu garanto-te que a nossa comunicação se tornará mais simples. Bolas! Fazes-me dizer coisas sem nexo, deixas-me dar um passo em frente mas aconselhas-me a recuar dois, avarias-me o sistema! EU DOU EM DOIDA CONTIGO!