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Água Fresca e Coração Quente... Com Açúcar

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6h30. O despertador toca. 7h40. O autocarro não espera. 8h30. Se não estás, a porta fecha-se. 12h30. Já há fila na cantina. 15h. Os apontamentos não se passam sozinhos. 18h. Quantas páginas faltam estudar? 20h30. Ajuda-me a levantar a mesa. 22h. Falta formatar o trabalho. 23h50. Desisto. 00h00 Vou dormir. (E se isto fosse uma música, nestes parêntesis estaria escrita a palavra "BIS" - e podia ser um BIS de Besta Insensível mas Sexy, mas não, seria só de repetição.) Assim têm sido os últimos dias, tal e qual aquela imagem que se tem tornado viral no Facebook  e que diz que tem x dias para salvar o semestre. Assim tem sido a minha vida. Este semestre, este ano passou a correr. Como diz a minha mãe, "mal tive tempo para me coçar". Só eu sei a quantidade de vezes que achei que ia perder a sanidade mental (a pouca que me ficou da AE no secundário e outras coisas mais dentro do género). Olhando bem, houve dias que pareceram ter 50 horas e semana...
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Há muito tempo que gosto de ti. Há muito tempo que gostas de mim. E vamos gostar sempre um do outro, não é? Eu sei que não sou uma loura bonita como aquela das Marés Vivas , mas tu não te importas, pois não? Eu só quero passear contigo, de mãos dadas, à beira-mar, fazer piqueniques à beira-rio, receber uma flor no meu aniversário e dar-te em troca, como agradecimento, um abraço cuja duração não se esgote. Vamos esperar que tu tenhas barba e, nesse dia, apresento-te aos meus pais. Digo-lhes: É dele que eu gosto, desde sempre! Não precisas de me apresentar aos teus na mesma altura, temos a vida toda para isso. Podes esperar que eu entre na universidade, ou que consiga o primeiro emprego. Ou, se quiseres, podemos ir já hoje; dizemos-lhes que gostamos muito um do outro, assim como os gatos gostam de leite; que quando formos crescidos, vamos partilhar a casa na árvore que eles fizeram para ti e, que se os meus pais deixarem, levo para lá a minha almofada preferida. Tens de t...

Outro tempo, o de ser feliz

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Todas as pessoas têm memórias e há memórias que são comuns à maioria das pessoas. Toda a gente se lembra da sua primeira paixão, eu lembro-me da minha. Toda a gente se lembra do corte de cabelo que tinha em miúdo, eu lembro-me do meu (e não era bonito). Toda a gente se lembra das brincadeiras ou brinquedos que mais gostava; eu adorava quando a minha mãe chegava a casa e trazia livros para pintar. Toda a gente se lembra dos amigos de infância, tenho poucos desses. Toda a gente se lembra do seu primeiro dia na escola primária… Não! Eu não me lembro. Lembro-me do antes… Lembro-me que foi em casa que aprendi a ler e a escrever (estas coisas sempre foram uma constante na minha vida). Lembro-me do depois desse primeiro dia. Partilhava a sala com uma outra turma, a do segundo ano. E lembro-me que as coisas deles eram muito mais interessantes que as nossas, eram novas para mim. O B-A, BA eu já sabia… Lembro-me do quão orgulhosa fiquei quando um dia, eles estavam a aprender os meses d...

Pedaços de mim (e de ti, quem sabe) - músicas da minha vida (PARTE 2)

( para ouvir as músicas basta clicar nas hiperligações ) Basta! Basta de tanta conversa barata, não vale nem a beata deste cigarro que fumo (que é como quem diz: chega de falar de mim). E tu? Que é que tu fazes? Estás farta dos serões a navegar na Internet ? Queres dançar, sentir calor, sorrindo à toa, só vibrando amor e paz ? Seria muito mais fácil se houvesse um curso, área vocacional, uma busca na net ou um anúncio no jornal para nos ensinar a viver, não era? Se assim fosse, ao seguires todas as instruções do manual, quando desses por ti o tempo teria voado… Portanto pega no horizonte que trazes dentro do teu olhar , sente a brisa que passa e arrepia , quando conheceres alguém sê a data para marcar no seu calendário , sê tu, tu tens um jeito singular, tu tens um toque especial , nem precisas de ser diferente daquilo que és, as coisas vulgares que há na vida não deixam saudade . Traça os teus objectivos, faz por ser construtor de um mundo novo, caminhando no amor . Prometes qu...

Pedaços de mim (e de ti, quem sabe) - músicas da minha vida (PARTE 1)

( para ouvir as músicas clica nas hiperligações ) É tão fácil encontrar homens-robot e mulheres-máquina que chega a ser estranho quando conhecemos gente de carne, osso e emoção. Se passearmos na rua e prestarmos atenção a quem nos rodeia, percebemos que mais do mesmo se encontra nestas horas de ponta, o corpo pede a alma ! Nunca quis ser assim e é por isso que a minha vida é um sobe e desce , um corrupio de sentimentos, uma luta constante comigo e com o resto do mundo; nada de muito físico, é claro, prefiro deixar o Bruce Lee entregue às artes marciais . Todavia, gosto de acreditar que sou de outra colheita, que sou diferente do resto do mundo e que é isso que me distingue. Para mim só tem sentido na contramão , nunca fui só porque os outros iam e não acho que isso seja viver. Viver é agarrar o sonho e eu sou um só ser que quer a vida . E quero-a tanto que se me prender à ideia de que um dia hei-de morrer, estendo o meu xaile no chão e deixo-me adormecer . Mas como não sou de desi...

Sou um dilema (figura de estilo: personificação)

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Acredito pouco num destino prévia e inevitavelmente traçado para cada um de nós, a propósito do qual não possamos decidir ou alterar o que quer que seja. Porém, os factos obrigam-me a acreditar que, muito provavelmente, alguns de nós nasceram com dons, com mais jeito que o normal para isto ou para aquilo, com mãos, ouvidos, voz ou qualquer outra coisa de fada, como é costume dizer-se. Há ainda aqueles que não tendo clara habilidade para nada em específico, conhecem categorias que, obviamente, não são a sua praia. E isso também se nota. Há os que nasceram para ser génios, para fazer música, para ser palhaços, para desenhar, para comunicar, para fazer as pessoas felizes. Depois há aqueles que, com certeza, não nasceram para o desporto, não foram feitos para cantar ou para falar em público. Nenhum se sobrepõe a qualquer outro, afinal sempre aprendi que devíamos preservar a biodiversidade. Apenas não damos todos para o mesmo e é isso que nos enriquece... Eu, confesso, ai...

Pão na sopa, como antigamente

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Inspirado em http://p3.publico.pt/actualidade/sociedade/9796/somos-geracao-que-faz-um-prato-quotgourmetquot-com-esparguete-e-salsichas   Hoje cheguei à conclusão que a crise faz mal aos olhos… Há uns tempos, o meu dinheiro sobrava. Podia ir ao McDonald’s umas quantas vezes no mês, não tinha de trazer comida de casa para os intervalos e não precisava de almoçar todos os dias na cantina, não precisava de usar a mesma roupa do ano passado. Quando ia às compras e pegava em algo mais caro, a minha mãe franzia a testa, mas acabava por comprar com a célebre frase: nos próximos tempos não me peças mais nada . Aquela frase que nunca se concretizava. Meia volta a minha mãe dizia: não sei o que fazer para o jantar, e se fossemos jantar fora? E íamos. Ao sábado, tomávamos o pequeno almoço no café ou, ao domingo, lanchávamos na pastelaria. Sempre que íamos ao shopping trazíamos coisas que não precisávamos, no supermercado as guloseimas saltavam para o carrinho. O aquecimento ligava...